Fabiano
Vianna nasceu em Curitiba, em Julho de 1975. Formado em
Arquitetura e Urbanismo pela PUCPR. Trabalha como designer, ilustrador,
roteirista e escritor. Como escritor expressa sua literatura na forma de contos
e fotonovelas. Possui um portfolio online de desenhos e pinturas no Behance.
Mantém os blogs polpacomleite.blogspot.com com artigos e contos
citadinos & croquiseirodecuritiba.blogspot.com de
croquis e crônicas urbanas. Atitude totalmente inspirada pelo projeto “Seattle
Sketcher”, de Gabi Campanario.
Fã de Rubem Fonseca, Jorge Luis Borges, Miguelanxo Prado, Carla Caffé,
Poty Lazzarotto, Murilo Rubião, Italo Calvino, Valêncio Xavier, Manoel Carlos
Karam, Woody Allen e Dalton Trevisan. Gosta de Moleskines, HQs, fotonovelas,
charutos, lambretas, livros impressos, camisas quadriculadas e filmes noir.
Em 2013 foi convidado pelo mestre José Marconi, a participar do coletivo
“Croquis Urbanos”, que é um grande sucesso na cidade. (A página do grupo no Facebook já
tem quase 3000 seguidores e fez 26 encontros semanais ininterruptos com
participação de 30 a 50 croquiseiros).
“Ninguém
esperava que o grupo fosse chegar nisso. Que ia dar tanto certo. Ainda mais com
a fama que curitibano têm – de que não fala ou desenha com estranhos. São
aquelas coisas inexplicáveis, de sintonia, época e local. Fico feliz e
orgulhoso que nossas ações contagiem outras cidades, de São Paulo, Salvador ou
Fortaleza… Que pessoas a partir de agora se inspirem em nós e mandem brasa
também. Isso é lindo!”, relata Vianna.
E
sobre a experiência de desenhar a cidade, conta:
“Desde
a época da faculdade que eu não fazia isto. Contudo, passei todos estes anos
curtindo e observando a urbe. Agrego esta experiência em tudo o quê traço e
escrevo. Reparei que é preciso um outro tipo de olhar para croquisar a rua. Não
um ‘olhar-dispositivo-de-segurança’ utilizado como sobrevivência, mas um olhar
‘labiríntico’ e atento. O que brinca de desmontar o quebra-cabeça urbano e
capta detalhes nunca antes observados. Sempre digo que fazer ‘urban-sketch’ é
uma crônica gráfica. Captura o pequeno e breve movimento de um instante.
Deixei
de comparecer aos primeiros quatro encontros do Croquis Urbanos porquê não
conseguia acordar cedo aos domingos. Mas no dia 10 de Março de 2013 eles
decidiram desenhar a casa modernista do arquiteto Frederico Kirchgässner – casa
que eu idolatro. Certamente minha favorita, em Curitiba. Então mesmo atrasado,
fui e desenhei. Desde então, nunca mais consegui faltar.”





